Assina a petição em defesa da nossa horta.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Transgénicos a falhar


A história infantil do rei vai nu serve como título ao mais recente relatório publicado sobre as consequências do uso de transgénicos no mundo. Divulgado no final de Outubro, o relatório de 250 páginas analisa a influência do cultivo de transgénicos sobre o ambiente e a presença das maiores empresa mundiais do sector. E a conclusão é que o rei vai mesmo nu embora ninguém o diga.
Segundo o relatório do Global Citizens Network, a promessa de que os produtos geneticamente modificados iriam alimentar o mundo em poucos anos, está muito longe de acontecer e, nas duas décadas de comercialização dos produtos, o único que se conseguiu foi o desenvolver de tolerância aos herbicidas e resistência dos insectos. São muitos milhões de dólares investidos em culturas que ficaram muito aquém das metas de produção.
Mais ervas daninhas
Insectos mais resistentes, ervas daninhas que crescem cada vez mais entre as plantações, pestes antes desconhecidas, são alguns dos riscos apontados. Da Índia à Argentina não se está a reduzir a utilização de pesticidas através dos transgénicos, uma vez que estas culturas necessitam uma utilização crescente de químicos sintéticos.
A China tem culturas de arroz e milho transgénico no país e é um dos maiores produtores de algodão geneticamente modificado. No Congresso do governo em Março, o ministro da Agricultura avisou que era preciso criar uma maior supervisão sobre estas culturas.
Em 2010 a China tinha 3,5 milhões de hectares de culturas geneticamente modificadas, sendo o sexto país mundial com maior área plantada de transgénicos, segundo dados do Instituto Chinês de Agricultura Biotecnológica. A maior parte da área cultivada é de algodão, o que representa 3,3 milhões de hectares. A seguir na lista surgem as papaias, os tomates e as malaguetas. O ministério da Agricultura chinês certifica estas culturas mas a organização Greenpeace alertou para outras plantações de transgénicos existentes que não estão permitidas a nível governamental e que podem representar um risco.
O relatório publicado como resultado de um trabalho de várias organizações diferentes é uma mensagem de alerta sobre o que devia mas não está a acontecer. A erosão dos solos continua a suceder e o risco de super-pestes é uma realidade.
No mundo mais de mil milhões de pessoas continuam a passar fome. A segurança alimentar prometida não chegou a quem precisa em parte porque os transgénicos, de acordo com o relatório, estão a alimentar animais e carros. Uma grande maioria das culturas está a ser dirigida para a produção de biocombustíveis num modelo económico muito mais rentável do que se dirigido às populações ameaçadas pela fome.
Há comida para todos
A investigação publicada assegura que há comida para todos no mundo. Apenas que a distribuição não funciona com este modelo que assenta num mercado global e na importação e exportação. As tecnologias exportadas para o cultivo de transgénicos são muito caras e difíceis de manter. Por outro lado, retiram o acesso à terra que de outra maneira podia ser usada para o cultivo orgânico com métodos simples e acessíveis.
O poder de lobby que as maiores empresas de transgénicos exercem sobre os governos é apontado como uma das razões para o “sucesso” aparente do modelo. Em vários países as campanhas de grupos de activistas contra a utilização de transgénicos são ignoradas pelos governos que se justificam com as forças do mercado.
Além do risco existente na falta de variedade de culturas, as sementes geneticamente modificadas estão a entrar ilegalmente em muitos países. E o relatório acusa as maiores companhias mundiais de não assumirem consequências quando as plantações não chegam às altas metas de resultados anunciados. “O problema da agricultura deve ser resolvido nas terras e não em laboratórios”, diz o relatório.
Na União Europeia, este ano, apenas três países seguiram em frente com plantações de transgénicos. Em primeiro lugar surge Espanha com 70 mil hectares plantados, a maior área da União Europeia, seguida da República Checa com 3000 hectares e Portugal com quinhentos hectares.
Ao contrário dos Estados Unidos, casa da maior empresa do sector, a norte-americana Monsanto, o cultivo de transgénicos na Europa tem sido mal recebido e a legislação exige a identificação clara de todo os produtos importados. A recusa da população em geral está hoje nos setenta por cento mas, o relatório diz que continuam a ser encomendados estudos para provar o carácter inofensivo dos produtos geneticamente modificados.
A apontar vários mitos sobre a biotecnologia, o relatório finaliza com vozes da ciência, especialistas que mostram que os riscos continuam a ser muito mais altos que o retorno que o cultivo dos organismos geneticamente modificados pode trazer ao mundo. E na voz dos especialistas em ciência a tentativa erro não pode continuar a ser feita com experiências sobre o meio ambiente e as pessoas. O que se dizia há 20 anos já se provou não ser verdade. Para os activistas chegou o tempo de parar.

http://hojemacau.com.mo/?p=23751&utm_source=rss&utm_medium=rss&utm_campaign=transgenicos-a-falhar

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Oficina de Produtos de Limpeza Ecológicos


Já alguma vez tinha pensado em fazer o seu produto de limpeza em casa?
Muitos dos materiais que precisa já tem em casa.
Quando faz o seu próprio produto de limpeza em casa, tem a vantagem de saber exactamente os ingredientes que estes têm, alem de ser bastante económico.
A aula vai ser pratica com a confecção de:
  • Vários tipos de detergentes e desinfectantes e as varias maneiras de serem aplicados.
  • Limpezas de fogão e placas de vitrocerâmica
  • Lixívia de cinzas
  • Produtos para remover nódoas
  • Confecção de sabão

Os produtos que vamos aprender a fazer são biodegradáveis para limpeza doméstica e trabalham com o equilíbrio ecológico e a sustentabilidade ambiental.
Oferta de sabão caseiro

Inscrições:  quinta7nomes@gmail.com
http://www.quinta7nomes.com/

Contribuição: 20€ sócios / 25€ não sócios

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Sílvia da floresta
http://dasementearvore.blogspot.com/

                                                      

Sáb, 26 de Novembro, 15:30 – 17:30

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Magusto dia 12-11-2011



Horta Comunitária da damaia
Praceta Luis Verney



Sábado, 12 de Novembro · 15H30

O S. Martinho é na Horta Comunitária da Damaia, no Sábado dia 12 de Novembro, com castanha e Vinho e Agua pé! Vamos recolher donativos para a formação da Associação "Horta Comunitária da Damaia".
Apareçam e contribuam para esta causa!
Traga o que quiser, contribua com o que puder!
Faça deste vosso local, cada vez mais vosso!




           

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Campanha Europeia pelas Sementes Livres alerta para o desaparecimento das sementes tradicionais



Lisboa, 4 de Novembro 2011 – Hoje dá-se início à Seed Savers Tour, uma digressão em defesa das sementes de cultivo não comerciais organizada pelas ONGs, associações, produtores e colectivos que dinamizam em Portugal a Campanha Europeia pelas Sementes Livres (1). Durante 10 dias, horticultores e horticultoras, aspirantes a horticultores e público em geral terão a oportunidade de saber mais sobre as sementes tradicionais que alimentam o mundo: as suas características, a sua importância para a agro-biodiversidade e segurança alimentar e como evitar o seu desaparecimento. A Tour ocorre num momento de grande preocupação com o futuro das sementes de cultivo, depois do anúncio do Instituto Europeu de Patentes que a patente sobre o brócolo da Monsanto não será revogada.
As sementes de cultivo são o resultado de milhares de anos de adaptação e melhoramento de plantas por agricultores e agricultoras em todo o mundo. Até os anos 70, quando a agricultura industrial tomou o globo, cada espécie de planta tinha milhares ou mesmo centenas de milhares de variedades, nalguns casos cultivadas só por uma família. Na altura na Índia existiam perto de duas centenas de milhares de variedades de arroz. Hoje, apenas quatro variedades de arroz alimentam a maioria da população humana e na Índia estima-se que sobrem talvez 10% das variedades tradicionais (2).
O que aconteceu com o arroz verifica-se para todas as espécies de plantas essenciais para a sobrevivência humana. Nos últimos 40 anos, as variedades tradicionais, consideradas não rentáveis, foram sendo substituídas por uma pequena quantidade de híbridos, muito dependentes de agro-químicos para garantir a sua produção e mais susceptíveis a pragas, doenças e intempéries que as variedades adaptadas localmente.
As maioria das sementes comerciais pertencem a apenas dez empresas, gigantes da agro-química. Estas controlam os mercados mundiais das sementes comerciais convencionais, sementes transgénicas e os agro-químicos que sustentam a sua produtividade (3) e gradualmente estão a reforçar os seus direitos intelectuais sobre as plantas que alimentam o mundo. A última versão da Convenção UPOV já proíbe expressamente aos agricultores de preservar sementes de plantas protegidas por direitos (4). Na Europa, a Comissão Europeia prepara-se para propor uma “Lei das Sementes” que virá restringir significativamente a livre circulação e reprodução de sementes (5). E num precedente inesperado recente, o Instituto Europeu de Patentes (EPO) anunciou que não vai revogar a contestada patente concedida à Monsanto sobre um brócolo convencional, apesar da Convenção Europeia das Patentes proibir as patentes sobre variedades de plantas e animais. A nova interpretação dada pelo EPO ao artigo 53 da Convenção (6) vai abrir a porta às patentes sobre as plantas comuns, incluindo os seus produtos e subprodutos, como o molho de tomate ou a farinha (7).
Com a concessão de patentes sobre plantas de cultivo e a crescente restrição na circulação de sementes, os agricultores estão a perder o seu papel milenar de curadores da nossa herança genética. Foi a preocupação com a perda gradual de sementes de variedades tradicionais e dos conhecimentos associados à sua preservação, que há 25 anos levou os Seed Savers australianos Michel e Jude Fanton, convidados especiais da Seed Savers Tour, a fundar a sua rede de preservação e troca de sementes (8). Com 100 redes locais de sementes criadas na Austrália, os Fanton viajam pelo mundo para espalhar a mensagem da semente livre, inspirando milhares de hortelões e defensores da nossa herança alimentar comum.
A Seed Savers Tour arranca hoje em São Brás de Alportel com a projecção do filme dos Fanton “As Nossas Sementes” no Encontro Anual da Semente da rede Colher para Semear, a congénere portuguesa da rede Seed Savers (9). Nos próximos 10 dias a Tour passa ainda por Lisboa e Coimbra, com um total de oito eventos sob a égide da semente tradicional.


Para mais informações:
Lanka Horstink – coordenadora da Campanha pelas Sementes Livres em Portugal, sementeslivres@gaia.org.pt
Programa da Seed Savers Tour: www.seedsaverstour.gaia.org.pt



Campanha pelas Sementes Livres
semear o futuro,colher a diversidade

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quem quer quentes e boas?

 
 
 
Sábado, 12 de Novembro · 10:00 - 17:30
Horta Comunitária da Damaia - Pct Luis Verney - Damaia Amadora
 
 
 
 
 
O S. Martinho é na Horta Comunitária da Damaia, no Sábado dia 12 de Novembro, com castanha e água-pé! Vamos recolher donativos para a formação da Associação "Horta Comunitária da Damaia".
Apareçam e contribuam para esta causa!
 
 
Precisamos de malta para fazer animação(musica, malabarismo, e outras actividades para crianças e adultos) quem puder disponibilizar-se para tal ou quem conhecer pessoas que queiram colaborar é favor de entrar em contacto com o mail hortapopulardamaia@gmail.com ou através do mail Hortadadamaia@gmail.com. Agradecemos toda a ajuda!!
 
 
 






 

São precisos braços para espalhar sementes na Seed Savers Tour!!

                                                  
Entre os dias 4 e 13 de Novembro, a campanha Sementes Livre recebe os  a visita dos Seed Savers da Austrália, Michel e Jude Fanton (ver o programa e mais info em http://www.seedsaverstour.gaia.org.pt/). As iniciativas nesta digressão são muitas e são necessários braços, narizes e sorrisos para que a partilha de experiências seja agradável e consistente :-)
Precisamos de ajuda com as seguintes tarefas:

Entre 27/10 e 4/11: espalhar flyers e cartazes, sobretudo Lisboa e Coimbra. Os materiais de divulgação estão aqui: http://gaia.org.pt/node/15902

3/11: ajudar no jantar popular onde receberemos os Seed Savers de forma informal. Precisamos também que alguém leve os Fanton ao jantar (pelas 19.30 / 20h). Precisamos de duas pessoas para a Banca da Campanha.

8/11: ajuda para transporte, preparar e a seguir limpar o espaço da sessão dos Seed Savers na Escola Casa Verdes Anos. Precisamos também que alguém leve os Fanton à escola (chegar lá 15.30). Duas pessoas para a Banca da Campanha e para receber contribuições.

8/11: ajuda para transporte, preparar o espaço e cozinhar para um jantar activistas sementes com os seed savers da Australia na UMAR (a partir das 15 horas, jantar inicia pelas 19, 19.30).

9/11: ajuda para montar e a seguir desmontar a sessão na Horta do Monte que começa às 11h. Ajuda para arranjar um cesto de crivo, peneira de sementes e pequenas lonas para sessão de limpeza de sementes. Também legumes biológicos para tirar semente para o dia. Duas pessoas para a Banca da Campanha e para receber contribuições.

9/11: ajuda para preparar a sala e a seguir arrumar na sessão de projecção do filme no auditório da FBAUL. Duas pessoas para a Banca da Campanha e para receber contribuições.

9/11: ajuda para preparar o espaço no Bartô para a festa benefit. Três pessoas para a Banca da Campanha que vai explicar Seed Savers e Campanha à porta e pedir donativos.

10/11 e 12+13/11: se vivem perto de Coimbra e podem ajudar nas sessões, contactem transicaocoimbra@gmail.com.

Inscrevam-se para ajudar para sementeslivres@gaia.org.pt, especifiquem as sessões em que podem ajudar e o tipo de tarefas.

Saudações Semeadas
Lanka Horstink
Plataforma Transgénicos Fora
info@stopogm.net
http://www.stopogm.net/

Campanha pelas Sementes Livres
semear o futuro, colher a diversidade
sementeslivres@gaia.org.pt
http://www.sosementes.gaia.org.pt/

                                                             

Eu Vou á Horta, e Tu?

Sábado, 5 de Novembro · 10:00 - 17:30
 
Horta Comunitária da Damaia
Praceta Luis Verney
Sábado como é habitual cá estamos para mais um dia de actividades cheias de boa disposição, a horta cresce mas ainda precisa dos vossos braços e do vosso amor, portanto eu vou a Horta, e tu?